quarta-feira, 22 de agosto de 2012
O TRANSPORTE PÚBLICO URBANO - Nosso transporte em áreas metropolitanas
A frota de ônibus urbanos somou em 1999, 94 mil veículos que transportam 50 milhões de passageiros a cada dia útil. Dados de pesquisa divulgados pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos dão conta de que o número de passageiros nas grandes cidades tem diminuido.
Entre as nove cidades avaliadas, incluindo ou não áreas metropolitanas, São Paulo, Campinas, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Goiânia e Porto Alegre, a redução média foi de 3,6% entre 1995-1996 e de 5,5% entre 1997 e 1998. As quedas mais sensíveis foram registradas em São Paulo, Campinas, Salvador e Recife. Na busca de causas possíveis para explicar o fato contam-se o aumento do número de motociclistas, transportes escolares, fretamento e transportes clandestinos e alternativos, como vans, peruas e micro-ônibus, mas há também o desemprego como efeito da política econômica em ação, que moderniza e automatiza as atividades tradicionais. Não é sem motivos que causam tanta polêmica a adoção de catracas eletrônicas nos próprios ônibus urbanos, pela ameaça de desempregar os cobradores. Encontrou-se um sistema de acomodação das partes para garantir a estes a continuação da atividade.
OLIMPÍADAS 2000 SYDNEY - Juramento Olímpico
A frase ''O importante nao é vencer, mas competir'' foi regidida como juramento pelo barão de Coubertin para os jogos de Antuérpia-1920. Coubertin ficou inspirado depois de ouvir a frase em 1908, em um serviço religioso durante os jogos de Londres.
BRASIL E O ATO ADICIONAL DE 1834
O Ato Adicional de 1834 foi um projeto de reforma Contitucional que visava:
suprimir o Conselho de Estado;- transformar os Conselhos Gerais das províncias em Assembléias Legislativas;
- converter a sede do governo central em município neutro, também tendo sua Assembléia Legislativa própria;
- instituir Regência Una.
O Ato Adicional de 1834 fez desencadear as várias revoltas já citadas: a Cabanagem, no Pará, a Sabinada na Bahia, a Balaiada no Maranhão e a Revolução Ferroupilha no Rio Grande do Sul. Assim como o Ato Adicional pretendeu estabelecer novas normas constitucionais para culminar com a adoção da Regência Una, e depois, a maioridade, os Atos Institucionais a partir de 1964 modificaram as normas constitucionais vigentes desde 1946 até chegar a Constituição de 1988.
REVOLTA DOS ESCRAVOS
Durante a escravidão foram vários os movimentos para o término da escravidão. Houve revolta dos negros contra a escravidão, formam-se quilombos para o refúgio do escravos que não aceitavam o tratamento imposto por seus proprietários. Esses quilombos eram para abrigar e proteger os escravos que fugiam, o primeiro que se iniciou em 1575 na Bahia era um verdadeiro forte. Alguns dos quilombos se tornaram conhecidos como o quilombo dos Palmares que abrigava mais de 10.000 escravos no Estado do Alagoas. Palmares legislou, comerciou e manteve forças armadas hierarquizadas. Seu Tempo de duração, quase 50 anos, ficou conhecido como Reino Negro dos Palmares.
PROTESTOS NATIVISTAS
O período colonial encontra descontentamento, que nasceu com o fim do ciclo de ouro, quando no Centro-Sul do Brasil se desenvolva populacionalmente e materialmente. O rigor governamental, as retrições sobre o nativo e a participação da burocracia, investindo nas oficinas, para a formação de Forças Armadas, a noção de que a riqueza do solo brasileiro estava indo para a metrópole que enriquecia causaram protestos.
Protestos corajosos mas mal-sucedidos, como a Inconfidência Mineicia do movimento resultou na prisão dos sonhadores. Após a prisão, todos foram julgados e Tiradentes __ Joaquim José da Silva Xavier __ foi entorcado por ordem de D. Maria I. Seu corpo foi cortado e posto em exposição em pontos estratégicos, para que servisse de lição a quem mais ousasse pensar em contrariar a determinação da Corte. Em 1798, surge a Conjuração Baiana ou dos Alfaiates em Salvador. Sonho de igualdade entre escravos, mulatos, ex-escravos, solra (1789), por causa da alta taxa de ouro a pagar para a metrópole, quando as minas estavam se esgotando. Juristas, militares, clérigos, poetas e mineradores ousavam dizer que era hora de Minas Gerais se separar da Corte portuguesa. Só que uma denúndados e alfaiates. Também sofreram repressões: João Dias de Deus, Manuel Faustino e o soldado Luiz Gonzaga, além de sete outros conjurados.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
BRASIL E AS MUDANÇAS QUE VIERAM COM O CAFÉ
Em alguns períodos da década de 1980, o café era a segunda mercadoria mais negociada no mundo por valor monetário, atrás apenas do petróleo. Este dado estatístico ainda é amplamente citado, mas tem sido impreciso por cerca de duas décadas, devido à queda do preço do café durante a crise do produto na década de 1990, reduzindo o valor total de suas exportações. Em 2003, o café foi o sétimo produto agrícola de exportação mais importante em termos de valor, atrás de culturas como trigo, milho e soja. Minas Gerais é o estado com maior produção de café do Brasil.
Com o desenvolvimento da cafeicultura no Brasil, a província de São paulo, principal encontro econômico do café, assim chamados os produtores de café, transforma o conceito da era do açúcar. A diferença era que para os senhores de engenho, a fazenda fazia parte de todo o seu universo, enquanto que os proprietários das fazendas de café ganhavam importância na vida política e econômica do Segundo Reinado.
Os Barões do café tinham, além das fazendas, casas em vila urbanizadas. Construíram chácaras nos arredores elegantes da cidade, onde passavam a maior parte do ano. O desenvolvimento dos meios de comunicação possibilitava o controle sobre os fazendeiros, que estavam mais perto da política, não ficando isolados dos acontecimentos. Era comum os os Barões do Café possuírem bancos, lojas, comércio e indústria.
Para tantas atividades era necessário um número maior de pessoas que tinham de morar na cidade. O crescimento urbano passa a exigir uma estrutura mais apropriada. Casas, iluminação, abastecimento de água, transporte para garantir condições de moradia nos centros urbanos.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
BRASIL E A REVOLTA DE FELIPE DOS SANTOS
Minas Gerais - 1720
Ocorreu como consequência dos crescentes tributos aplicados por Portugal em Minas Gerais. A rebelião começou quando o governo português proíbe a circulação de ouro em pó coisa comum na região (a moeda corrente eram as gramas de ouro em pó). Para o ouro circular, Portugal determinou que todo ouro extraído deveria passar pela casa de fundição, onde deveria ser transformado em barras, assim seria descontada a parte da corte, que era o quinto.
Oito dias depois dessa lei, uma multidão (2.000 pessoas) furiosa dirigiu-se para o governador, chefiada por Felipe dos Santos, para manifestar sua revolta.
Os rebeldes queriam que o governador mandasse diminuir os impostos e fechasse a casa de fundição. Sem soldados suficientes para fazer frente a manifestação, o governo prometeu atender o seu pedido.
Os revoltos voltaram tranquilos para casa, pensando ter conquistado uma grande vitória. O governador assim que conseguiu reunir tropa suficientes para combater, colocou os Dragões da Cavalaria (soldados metropolitanos) contra os revoltosos de Vila Rica. Os chefes do movimento foram presos e suas casas incendiadas. Felipe dos Santos foi executado em praça pública, depois seus braços e pernas foram amarrados em quatro cavalos, que partiram em direção oposta. Sua cabeça foi exposta no centro de Vila Rica e as demais partes do corpo foram espalhadas nas estradas, para servir de exemplo, intimidando aqueles que pensassem em novas rebeliões.
A Metrópole conseguiu impor seus interesses na Colônia. Manteve a casa de fundição para melhor controle do ouro extraído das minas e separou Minas Gerais da capitania de São Paulo.
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